About this transcript: This is a full AI-generated transcript of Brazil's Lula Reveals Key Details of Meeting With Trump – Trade Deals, Tariffs & Cooperation — AC1N from DRM News, published May 8, 2026. The transcript contains 3,937 words with timestamps and was generated using Whisper AI.
"A palavra ao presidente Lula para as suas considerações iniciais antes das perguntas. Eu não sei se tem que fazer consideração ou se poderia ter a direita nas perguntas. Depois da fala dos cinco ministros, eu penso... Essa água é minha? É o senhor, presidente. Eu disse que é bebeza. Não, só para..."
[0:00] A palavra ao presidente Lula para as suas considerações iniciais antes das perguntas.
[0:05] Eu não sei se tem que fazer consideração ou se poderia ter a direita nas perguntas.
[0:10] Depois da fala dos cinco ministros, eu penso...
[0:14] Essa água é minha?
[0:14] É o senhor, presidente.
[0:17] Eu disse que é bebeza.
[0:23] Não, só para esquentar a pergunta de vocês, é o seguinte.
[0:29] Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante
[0:36] na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos.
[0:46] Eu já tinha dito na malada para o presidente Trump
[0:49] de que a boa relação entre o Brasil e os Estados Unidos
[0:54] é uma demonstração ao mundo de que as duas maiores democracias do continente
[1:02] podem efetivamente servir de exemplo para o mundo.
[1:07] Nós somos as duas maiores democracias do hemisfério,
[1:10] nós somos duas democracias muito importantes do ponto de vista, sabe,
[1:16] um na América Latina e outro na América do Norte.
[1:19] E nós já tivemos com os Estados Unidos, é importante vocês não perderem de vista,
[1:24] durante todo o século XX, os Estados Unidos foi o maior parceiro comercial do Brasil.
[1:31] Os Estados Unidos começou a perder a hegemonia a partir de 2008, não sai da memória,
[1:37] porque a China entrou no espaço para comprar coisas brasileiras, sabe,
[1:44] que interessavam aos chineses e que outros países não tinham capacidade de produzir tanto quanto o Brasil.
[1:51] E o Brasil passou a ter na China o seu principal parceiro comercial.
[1:55] E hoje se vê ao presidente Trump de que é importante que os Estados Unidos voltem a ter interesse nas coisas do Brasil.
[2:05] Por exemplo, eu disse para ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais
[2:10] para fazer uma rodovia, uma ferrovia, e os Estados Unidos não participam da licitação.
[2:17] Quem participa são os chineses.
[2:18] Eu disse para ele que durante um bom tempo, tanto os Estados Unidos deixou de olhar para a América Latina,
[2:26] só olhava com o olhar de combate ao narcotráfico,
[2:30] como a União Europeia deixou de olhar para a América Latina por conta da conquista do leste europeu.
[2:36] E deixou de olhar para a África também.
[2:38] E agora essas pessoas perceberam a importância outra vez da América Latina nesse mundo conturbado.
[2:45] Por isso é que nós fechamos o acordo União Europeia e Mercosul com o EFTA, com o Singapura.
[2:53] Por isso é que nós queremos fechar o acordo do Mercosul com o Canadá, com o Japão.
[2:58] Porque isso dá uma dimensão de defesa do multilateralismo contra o unilateralismo
[3:05] colocado em prática pelas taxações do presidente Trump.
[3:10] Eu penso que essa é uma coisa interessante.
[3:14] A outra coisa é que nós resolvemos discutir aqueles assuntos que pareciam tabus.
[3:20] Ou seja, a questão do crime organizado.
[3:23] Eu disse ao presidente, muitas vezes os Estados Unidos falavam em combater o crime organizado,
[3:30] a questão das drogas, tentando ter base militar dentro dos outros países.
[3:36] Quando, na verdade, para você fazer com que os países deixem de plantar ou fabricar
[3:41] aquilo que a gente chama de droga, é preciso que a gente crie alternativa econômica para esses países.
[3:48] Como que você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa
[3:52] de algum produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?
[3:55] E nós temos que incentivar o plantio de outras coisas e sermos os compradores
[3:59] para que as pessoas possam sobreviver.
[4:01] Se não, enquanto houver gente necessitada de recursos e houver consumidores,
[4:08] não vamos parar de ter um mundo cheio de droga por tudo condenado.
[4:13] É importante.
[4:14] Eu disse para ele que nós estamos dispostos a construir um grupo de trabalho
[4:20] com todos os países da América do Sul, com todos os países da América Latina
[4:25] e que faz com todos os países do mundo, para a gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado.
[4:33] Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado.
[4:38] É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos e o Brasil tem expertise.
[4:43] O Brasil tem uma extraordinária política federal.
[4:45] O Brasil tem uma experiência muito, muito, sabe, no combate às drogas,
[4:50] no combate ao tráfico de armas.
[4:52] E também é importante saber que parte das armas que chegam no Brasil saem dos Estados Unidos.
[5:00] É importante também que tem lavagem de dinheiro que é feita em Estados americanos.
[5:05] Então, se a gente souber isso e colocar a verdade em torno da mesa
[5:09] e criar um grupo de trabalho para trabalharmos juntos,
[5:13] a gente pode resolver em anos aquilo que nos resolveu em séculos.
[5:19] Ou a gente pode resolver em décadas aquilo que nos resolveu em séculos.
[5:22] Também a questão dos minerais críticos.
[5:25] Ou seja, tudo que se fala hoje é dos minerais críticos porque a China, porque a China, porque a China, porque a China.
[5:30] Eu disse ao presidente Trump que nós não só fizemos um acordo extraordinário,
[5:35] aprovando na Câmara ontem, sabe, a lei sobre a questão dos minerais críticos,
[5:41] como aprovação de um conselho sobre a coordenação da presidência da República,
[5:45] tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional,
[5:49] para que a gente possa compartilhar o potencial do Brasil,
[5:54] que ainda é pouco conhecido, porque nós só temos conhecimento de 30% do nosso território,
[6:00] e agora nós temos a obrigação de termos conhecimento de 100% do território,
[6:05] a compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil.
[6:08] Nós não temos preferência.
[6:11] O que nós queremos é fazer, sabe, parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas, francesas,
[6:19] quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração,
[6:25] para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas tesas raras nos oferecem,
[6:31] e estão sendo convidados para ir no Brasil.
[6:34] E isso é permitido pela regulamentação que foi feita na lei aprovada ontem,
[6:40] que deve ser aprovada hoje no Senado.
[6:43] Além disso, uma outra coisa importante que nós discutimos é a questão do comércio.
[6:48] Sempre tem uma dúvida sobre a questão do comércio.
[6:51] Nós dizemos para os Estados Unidos,
[6:54] vocês tiveram 400 e não sei quantos bilhões de superávit comercial com o Brasil nos últimos 15 anos.
[7:00] No último ano, vocês tiveram, o Brasil teve um déficit de 14 bilhões com os Estados Unidos.
[7:06] Então, eles sempre acham que nós cobramos muito imposto.
[7:10] Nós sempre falamos, não, porque nós temos a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%.
[7:16] Apenas 2,7%.
[7:18] Mas eles continuam a temar, mas tem produto que é 12%.
[7:21] Então, eu falei assim, vamos fazer o seguinte,
[7:24] vamos colocar um grupo de trabalho e vamos permitir que esse moço da Indústria do Comércio do Brasil,
[7:29] junto com o teu moço do comércio, sentem em 30 dias.
[7:34] Apresente para nós uma proposta para a gente poder manter o martelo.
[7:38] Sabe, quem tiver errado vai ceder.
[7:40] Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder.
[7:43] Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder.
[7:45] Porque, se não, a gente faz reunião e depois a máquina pública,
[7:50] vocês sabem o meu conceito de máquina pública.
[7:53] A máquina pública é eterno.
[7:54] O presidente tem prazo de validade.
[7:58] Ele tem data para entrar e data para sair.
[8:01] Então, é o seguinte, nós temos quatro anos de mandato, as coisas têm que acontecer.
[8:06] Então, é preciso que a gente estabeleça plano de metas em cada reunião.
[8:10] Estabeleça plano de metas para que as pessoas cumpram
[8:13] e para que a gente possa colocar em execução aquilo que a sociedade espera de nós.
[8:18] Então, eu saio muito, muito satisfeito da reunião.
[8:24] Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos.
[8:29] Eu sempre acho que a fotografia vale muito.
[8:32] E vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia.
[8:38] E eu fiz questão de dizer para ele, ria?
[8:40] Um pouco, é importante, alivia.
[8:43] Alivia a nossa alma se a gente riu um pouco.
[8:46] Bem, então, é isso.
[8:47] Eu acho que o Brasil está preparado.
[8:52] O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto.
[8:57] Nós não temos veto.
[9:00] Não tem assunto proibido.
[9:02] A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania.
[9:08] O resto é tudo discutível.
[9:10] E ainda brinquei com o presidente Trump.
[9:12] Ele perguntou da Copa do Mundo, se a eleição brasileira estava boa.
[9:16] E eu falei, olha, eu espero que você não venha, sabe, anular o visto dos jogadores brasileiros para a seleção.
[9:26] Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa do Mundo.
[9:31] É isso.
[9:32] Ele riu.
[9:35] Ele riu porque agora ele vai rir sempre.
[9:39] Ele aprendeu que ria muito bom.
[9:41] Vamos, então, abrir para as perguntas, começando com a Isabela Menon, da Folha de São Paulo.
[9:52] Oi, presidente.
[9:52] Boa tarde.
[9:54] Presidente, foram três horas de reunião e nós, nem presente, não pôde acompanhar.
[9:59] Acabamos de viver aqui que a impressão é positiva de todos vocês,
[10:03] mas o Trump postou sobre a reunião e comentou apenas sobre comércio e tarifas.
[10:07] Eu queria entender se segurança pública era uma questão central para o senhor,
[10:11] se teve alguma sinalização positiva sobre a proposta apresentada pelo Brasil
[10:15] e também a possibilidade de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas
[10:19] se foi descartada pelos Estados Unidos.
[10:21] Não foi discutido isso.
[10:23] O que eu queria dizer, entreguei por escrito.
[10:26] Cada assunto que eu discuti com o presidente Trump,
[10:30] além dos ministros falarem, eu terminei a reunião entregando para ele
[10:35] cada proposta nossa escrita em inglês,
[10:40] em inglês, que é para ele saber o que nós queremos,
[10:45] para ele não ter dúvida daquilo que nós queremos.
[10:48] E porque nós estamos levando muito a sério essa questão do combate ao crime organizado.
[10:54] Há esse negócio de dizer que o crime organizado,
[10:57] que as facções, sabe, no caso do Brasil,
[11:00] tomaram os territórios nas cidades,
[11:02] nós temos que dizer ao povo brasileiro que o território de uma cidade,
[11:06] de um bairro é do povo, não é de crime organizado,
[11:08] não é de facção criminosa, sabe.
[11:11] Isso é que nós temos que dizer.
[11:12] E no mundo também.
[11:14] Nós criamos uma base na cidade de Manaus
[11:18] para combater o crime organizado,
[11:20] o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira
[11:23] com a participação de delegados da polícia de todos os países da América do Sul.
[11:28] Se os Estados Unidos quiserem compartilhar e participar conosco,
[11:30] ele estará convidado.
[11:33] O que nós estamos propondo é o seguinte,
[11:35] é muito sério, é muito sério.
[11:38] A partir da semana que vem,
[11:39] vamos lançar um plano de combate ao crime organizado,
[11:42] que é para valer.
[11:44] Quem escapou até a semana que vem,
[11:46] tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais.
[11:50] E vamos fazer algumas frentes.
[11:53] Vocês já ouviram aqui,
[11:54] as quatro frentes de trabalho.
[11:56] Uma delas é a questão financeira.
[11:58] Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.
[12:06] Se a gente não destruir,
[12:07] eles viraram, em alguns casos, empresas multinacionais.
[12:11] Eles estão em vários países,
[12:13] eles estão no futebol,
[12:15] eles estão na política,
[12:17] estão no meio empresarial,
[12:18] estão em tudo quanto é lugar,
[12:21] no poder judiciário.
[12:22] Então, o que nós queremos é dizer,
[12:24] para trabalhar sério,
[12:26] o Brasil está disposto a dar um exemplo
[12:29] de um país que vai levar muito a sério isso.
[12:35] Vamos para a próxima pergunta,
[12:39] da agência France Press.
[12:40] Yes, thank you, Mr. President.
[12:43] In inglês, if I may.
[12:47] Muy bem.
[12:48] Jody Zamora, France Press.
[12:50] Two quick questions, if I may.
[12:53] First, I would like to know
[12:56] if you talk with President Trump
[12:58] about Cuba, Venezuela,
[12:59] about the situation in other countries in the region.
[13:04] And second question,
[13:06] you have qualified President Trump
[13:09] as imperialist in the past.
[13:11] You have said,
[13:12] and again you said here,
[13:14] that no country can rule the world
[13:17] or the region on its own.
[13:20] I wonder if you have change of mind
[13:23] after meeting him personally
[13:25] after three hours.
[13:26] How do you qualify him
[13:27] as a leader, a political leader?
[13:35] Olha, o Trump não vai mudar
[13:37] o jeito dele ser
[13:38] por causa de uma reunião
[13:40] que durou três horas comigo.
[13:43] O que eu fiz questão de dizer para ele
[13:45] é o que eu penso das coisas
[13:46] que eu acho que podem ser feitas.
[13:49] Eu acredito muito mais no diálogo
[13:51] do que na guerra.
[13:51] Eu acho que a invasão do Irã
[13:56] ela vai causar mais prejuízo
[13:59] do que ele está imaginando.
[14:01] Mas tem várias suposições.
[14:04] Ele acha que a guerra já acabou.
[14:07] Não é o real.
[14:09] Mas ele acha, eu não vou, sabe,
[14:11] ficar brigando com ele
[14:12] por causa da visão que ele tem da guerra.
[14:16] Ele acha que na Venezuela
[14:17] está tudo resolvido.
[14:19] Eu espero que esteja,
[14:20] porque eu lido com a Venezuela
[14:22] desde 2002.
[14:24] Mas eu acho que a Venezuela,
[14:25] sabe, eu espero que a Venezuela
[14:28] resolva os seus problemas,
[14:29] porque o povo venezuelano
[14:30] precisa, sabe,
[14:32] ter uma chance na vida
[14:33] de viver bem.
[14:34] E Deus queira que a Délcia
[14:35] consiga cumprir, sabe,
[14:38] com o mandato de presidenta,
[14:40] fazendo as coisas acontecer.
[14:41] Eu disse para ele
[14:46] que eu tenho interesse
[14:46] em discutir qualquer assunto
[14:48] que ele precisar discutir.
[14:49] E quiser discutir comigo
[14:51] sobre Cuba,
[14:51] sobre Venezuela,
[14:52] sobre Irã,
[14:53] sobre o que ele quiser,
[14:54] eu estou disposto a discutir.
[14:57] Porque para mim é mais simples.
[15:00] Eu não tenho vocação belicista.
[15:03] A minha vocação é de diálogo.
[15:05] É acreditar no poder da narrativa.
[15:08] Acreditar no poder do convencimento.
[15:10] É assim que eu acho
[15:11] que a gente deve fazer política.
[15:13] Falei muito com ele
[15:14] sobre a questão de mudança
[15:15] no Conselho da ONU.
[15:17] É preciso reformar a ONU
[15:19] e que ele, Trump,
[15:21] Xi Jinping, Putin,
[15:23] Macron e o primeiro-ministro
[15:24] da Inglaterra
[15:25] são as pessoas
[15:27] que têm responsabilidade
[15:28] de propor a mudança,
[15:30] porque eles são os membros
[15:31] permanentes do Conselho de Segurança.
[15:34] Só eles podem tudo.
[15:36] Eles têm direito de veto.
[15:38] Eles têm direito
[15:38] de indicar a Secretaria-Geral da ONU.
[15:41] Nós somos o quadruvante.
[15:43] Os outros países
[15:44] são o quadruvante.
[15:45] Então eu falei para ele,
[15:46] você poderia convidar
[15:47] o Conselho de Segurança
[15:49] para discutir
[15:50] as guerras
[15:51] que estão acontecendo no mundo.
[15:53] Como é que vai encontrar
[15:54] e fazer parte disso?
[15:56] Vocês podem fazer isso.
[15:58] Por que não aumenta
[15:58] o Conselho de Segurança da ONU?
[16:00] O Brasil gostaria de participar.
[16:02] Há muito tempo o Brasil briga.
[16:04] O México tem tamanho para isso.
[16:06] A Índia tem tamanho para isso.
[16:07] A Alemanha, o Japão,
[16:09] países como o Egito,
[16:11] países como a África do Sul,
[16:12] países como a Angéria,
[16:14] países como o mais país africano.
[16:20] A Etiópia tem 126 milhões de habitantes.
[16:23] A Indonésia tem 200 milhões de habitantes.
[16:26] Ou seja, então, o que não falta
[16:27] é país para ajudar
[16:29] a que a ONU volte a funcionar em plenitude.
[16:33] Se a ONU funcionasse bem,
[16:35] poderia acabar metade dos conflitos
[16:37] que você tem armado na África.
[16:39] Ela precisaria ter autoridade política,
[16:41] autoridade moral
[16:42] e autoridade financeira
[16:44] para fazer intervenção
[16:45] com a ordem de quem?
[16:48] Dos cinco membros,
[16:49] membros permanentes
[16:50] do Conselho de Segurança.
[16:52] Só eles podem fazer isso.
[16:54] Só eles.
[16:55] O Brasil só pode gritar.
[16:57] O Brasil só pode fazer discurso
[16:59] como o Mauro fez
[17:00] contra a chacina na Palestina.
[17:03] Mas os Estados Unidos vetam,
[17:06] a China vetam,
[17:07] a Rússia vetam.
[17:07] Então é preciso que eles se coloquem
[17:09] de acordo para a gente mudar.
[17:12] A geopolítica de 2026
[17:14] não é a geopolítica de 1945.
[17:18] O mundo é outro.
[17:20] O mundo é outro.
[17:21] A comunicação é outra.
[17:24] Então foi dito com a maior tranquilidade
[17:28] para ele essas coisas.
[17:29] Naquilo que quiserem que o Brasil colabore,
[17:31] o Brasil está disposto a colaborar.
[17:34] Vocês estão lembrados
[17:34] que a guerra da Rússia e da Ucrânia
[17:36] era para durar três meses.
[17:38] Já faz quatro anos.
[17:42] Ninguém sabe.
[17:43] Todo mundo sabe como é que começa uma guerra.
[17:46] Como termina, ninguém sabe.
[17:49] Ninguém sabe.
[17:52] Por isso que eu acho que dialogar,
[17:55] conversar é muito mais barato,
[17:58] mais eficaz.
[17:59] Não tem vítima,
[18:00] não tem destruição de casa,
[18:02] não tem morte de criança,
[18:04] não tem destruição de escola.
[18:07] Então, isso eu falei ao presidente Trump
[18:11] porque não é a primeira vez.
[18:14] Quem sabe a gente um dia
[18:17] vai conseguir convencer.
[18:18] Eu já liguei para o Xi Jinping
[18:21] propondo convocar o Conselho de Segurança,
[18:23] já liguei para o Putin,
[18:25] já liguei para o Macron.
[18:27] Gente, convide vocês.
[18:29] São cinco pessoas.
[18:31] São cinco países.
[18:33] Convoca uma reunião,
[18:35] uma teleconferência.
[18:38] Ninguém tem que sair da comodidade
[18:39] do seu gabinete.
[18:41] Convoca uma reunião e decida.
[18:43] Vamos tomar uma decisão.
[18:45] Vamos mudar o Estatuto da ONU,
[18:48] vamos convocar uma Assembleia especial
[18:50] para discutir isso
[18:51] e vamos criar paz no mundo.
[18:56] Isso foi dito.
[18:57] Espero que ele tenha ouvido.
[18:58] Próxima pergunta,
[19:02] de Alisandra Palaguaçu,
[19:04] da Reuters.
[19:08] Boa tarde, presidente.
[19:10] Uma das questões principais
[19:13] nessa visita
[19:13] era a questão justamente
[19:14] do risco dos Estados Unidos
[19:15] imporem mais novas tarifas
[19:17] ao Brasil,
[19:18] especialmente com o final agora
[19:19] da investigação
[19:20] da sessão 301.
[19:22] O que foi conversado
[19:23] e o senhor sai daqui
[19:24] avaliando qual o risco
[19:27] que a gente tem hoje
[19:28] de ter realmente
[19:29] novas tarifas
[19:30] impostas ao Brasil?
[19:31] Olha para a minha fenônia.
[19:32] Você acha que eu estou
[19:34] otimista ou pessimista?
[19:37] Eu estou muito otimista.
[19:39] Veja, porque tem
[19:39] uma divergência
[19:41] entre eles e nós
[19:42] que ficou explicitada
[19:44] na reunião.
[19:46] O ministro dele falou
[19:47] uma coisa,
[19:49] os nossos ministros
[19:50] falaram outra.
[19:51] Ora, como a gente
[19:52] não podia ficar
[19:53] debatendo o dia inteiro
[19:54] sobre isso,
[19:55] eu propus a outra.
[19:56] Vamos dar 30 dias,
[19:58] vamos dar 30 dias
[19:59] para esses companheiros
[20:01] resolver o problema.
[20:03] E nós voltamos a conversar.
[20:05] Ainda falei,
[20:05] não precisa fazer
[20:07] reunião lá ao carro
[20:08] e pode fazer
[20:08] teleconferência.
[20:10] É mais barato, sabe?
[20:13] O que nós temos
[20:14] é que resolver
[20:14] esses problemas.
[20:16] Porque vocês têm
[20:17] que entender o seguinte,
[20:18] o problema é que
[20:20] muitas vezes
[20:20] você faz uma decisão
[20:21] na frente dos presidentes
[20:24] e quando o presidente
[20:25] vira que pensa
[20:26] que a coisa está acontecendo,
[20:28] a burocracia
[20:28] entra em campo.
[20:30] Como a burocracia
[20:32] não tem tempo
[20:32] de validade,
[20:35] sabe?
[20:35] A burocracia
[20:36] não tem tempo
[20:37] de validade.
[20:37] Ela começa
[20:39] e somente
[20:40] quando Deus quer
[20:40] que ela vá embora.
[20:42] Então,
[20:43] nós temos que
[20:43] acompanhar
[20:44] com mais precisão
[20:46] essas coisas.
[20:48] Nós temos interesse,
[20:49] muito interesse
[20:50] quando os Estados Unidos
[20:51] voltam a investir
[20:51] no Brasil.
[20:54] Aliás,
[20:55] se tem uma coisa
[20:55] que nós queremos fazer
[20:56] é isso,
[20:56] que mais gente
[20:57] vá para investir
[20:57] no Brasil.
[20:59] Nós estamos,
[21:00] quem sabe,
[21:01] o maior investimento
[21:02] em transição energética
[21:03] de todos os países,
[21:05] temos maior possibilidade.
[21:07] Vamos fazer as coisas
[21:07] a acontecer
[21:08] a partir do Brasil.
[21:10] Alguém quer fazer
[21:11] data center no Brasil
[21:12] tem que produzir
[21:13] sua própria energia,
[21:15] porque nós não vamos
[21:16] gastar dinheiro
[21:16] para criar data center
[21:17] para mandar dados
[21:18] para outros países.
[21:20] Nós queremos dados
[21:21] para nós.
[21:22] Agora,
[21:23] nós temos condições
[21:24] de oferecer
[21:25] aos outros países
[21:26] a oportunidade
[21:27] de construir data center,
[21:29] desde que eles
[21:30] arque com a produção
[21:32] de energia.
[21:33] É o mínimo
[21:34] que a gente pode exigir.
[21:35] Eu acho que vai ser bom.
[21:39] Acho que vai ser bom.
[21:40] Eu acho,
[21:41] o Trump,
[21:41] ele repete muitas vezes
[21:42] que ele gosta do Brasil,
[21:43] que ele ama o Brasil,
[21:45] sabe?
[21:46] Eu acho que é possível
[21:48] que ele goste do Brasil,
[21:49] que o Brasil...
[21:49] Ele falou que tem
[21:49] muitos amigos no Brasil.
[21:51] Aliás,
[21:51] eu peguei uma foto dele
[21:52] que eu esqueci
[21:53] de trazer para ele.
[21:54] Eu peguei uma foto dele
[21:56] com o Vicente Matheus
[21:58] e a Marlene Matheus,
[22:01] no tempo que era
[22:01] presidente do Corinthians,
[22:03] no cassino,
[22:08] acho que era dele,
[22:09] não sei se era um cassino,
[22:10] que era dele,
[22:10] em Los Angeles,
[22:11] que quebrou o cassino.
[22:13] Aí eu ia trazer
[22:14] para ele a foto.
[22:15] Então,
[22:15] ele disse que tem
[22:16] muitos amigos no Brasil
[22:17] e é bem possível
[22:17] que ele goste mesmo
[22:18] do Brasil.
[22:20] Olha,
[22:20] como nós,
[22:21] brasileiros,
[22:21] gostamos também
[22:22] dos Estados Unidos,
[22:23] por que não fazer
[22:24] para a história dar certo?
[22:26] É isso que eu quero,
[22:27] fazer as coisas
[22:28] dar de certa.
[22:30] Eu quero que os Estados Unidos
[22:32] voltem a ver no Brasil
[22:34] um parceiro importante
[22:36] para as suas atividades
[22:38] de empreendedorismo.
[22:40] É isso.
[22:40] A tua voz,
[22:54] Sérgio,
[22:54] a tua voz
[22:55] não combina
[22:56] com o tamanho
[22:56] do jornalista.
[22:57] Thank you for taking
[23:06] questions
[23:06] and welcome
[23:07] to Washington,
[23:07] D.C.
[23:08] You and President Trump
[23:10] have publicly traded
[23:11] insults.
[23:13] He has supported
[23:14] your political opponents
[23:15] and this meeting today
[23:17] ended without
[23:17] the traditional
[23:18] bilateral press engagement.
[23:21] How would you
[23:22] characterize
[23:22] your relationship
[23:23] with President Trump
[23:24] going forward?
[23:26] And has he addressed
[23:28] your claims
[23:29] that he is violating
[23:30] or interfering
[23:31] with Brazil's national
[23:32] sovereignty?
[23:32] Olha,
[23:37] se ele tentou
[23:38] interferir
[23:39] nas eleições
[23:41] brasileiras,
[23:42] ele perdeu,
[23:45] porque eu ganhei
[23:45] as eleições.
[23:47] Eu acho
[23:47] que não é
[23:48] uma boa política
[23:49] um presidente
[23:51] de outro país
[23:52] ficar interferindo
[23:53] nas eleições
[23:54] de outro país.
[23:56] É o princípio
[23:57] básico
[23:57] para que a gente
[23:59] não permita
[24:00] a ocupação
[24:02] cultural,
[24:04] política
[24:05] e a soberania
[24:07] de um outro país.
[24:09] Eu penso
[24:10] que a nossa
[24:10] relação com o Trump
[24:11] é uma relação
[24:12] sincera.
[24:15] Eu penso
[24:15] que desde
[24:16] o primeiro
[24:16] encontro
[24:16] que nós tivemos
[24:17] de 29 segundos
[24:19] em Nova Iorque,
[24:23] numa reunião
[24:24] da Assembleia Geral
[24:24] da ONU,
[24:26] até os telefonemas
[24:27] que nós fizemos,
[24:28] até o encontro
[24:29] da Malávia
[24:30] e até esse encontro
[24:31] de hoje,
[24:32] eu acho que
[24:32] evoluiu muito.
[24:34] Eu tenho razões
[24:35] para acreditar
[24:37] que o Trump
[24:38] gosta do Brasil.
[24:42] E por isso
[24:43] eu quero que ele
[24:44] saiba que nós
[24:44] brasileiros
[24:45] temos interesse
[24:46] em fazer
[24:47] os melhores
[24:48] acordos
[24:48] com os Estados Unidos.
[24:51] E eu acho
[24:52] que sinceramente
[24:53] ele sabe
[24:53] a importância
[24:54] dos Estados Unidos.
[24:55] Eu não acredito
[24:56] que ele vá
[24:56] ter qualquer influência
[24:58] nas eleições brasileiras.
[25:00] Até porque
[25:00] quem vota
[25:01] é o povo brasileiro,
[25:03] sabe?
[25:03] E eu acho
[25:04] que ele vai
[25:05] se comportar
[25:06] como presidente
[25:06] dos Estados Unidos,
[25:08] deixando que o povo
[25:09] brasileiro
[25:09] decida o seu destino
[25:10] como eu vou deixar
[25:12] que o povo americano
[25:13] decida o destino deles.
[25:15] É isso que vai acontecer,
[25:18] sabe?
[25:18] A nossa relação
[25:20] é muito boa,
[25:23] mas muito boa.
[25:24] Eu diria
[25:24] uma relação
[25:25] que pouca gente
[25:27] acreditava
[25:28] que pudesse acontecer
[25:29] por tanta rapidez.
[25:32] Sabe aquela história
[25:33] amor à primeira vista?
[25:36] Aquele negócio
[25:36] da química?
[25:38] É isso que aconteceu.
[25:39] Eu espero
[25:39] que continue assim.
[25:41] E eu espero
[25:41] que seja assim
[25:42] com qualquer presidente
[25:43] do Brasil
[25:44] e qualquer presidente
[25:45] do mundo.
[25:48] Vai, vai, vai ser
[25:49] muito importante
[25:49] essa relação.
[25:50] E quem vai decidir
[25:52] a eleição brasileira
[25:53] é o povo brasileiro.
[25:55] Eu já tenho
[25:55] muita experiência
[25:56] para ver eleições
[25:58] no Brasil.
[25:59] Não acredito
[26:00] em interferência
[26:01] de quem quer
[26:02] que seja de fora.
[26:05] Vamos à próxima pergunta.
[26:06] Eduardo Barão,
[26:07] da Band.
[26:08] Boa tarde, presidente.
[26:13] Eu queria complementar
[26:14] a pergunta do colega
[26:15] do Washington Post,
[26:16] porque o senhor
[26:17] está tendo uma relação
[26:18] muito próxima com ele.
[26:19] Terceira vez,
[26:20] estivemos juntos
[26:20] na Malásia,
[26:22] em Nova Iorque.
[26:23] Com a eleição
[26:24] no final do ano,
[26:25] o senhor chegou
[26:25] a tocar nesse assunto
[26:26] com ele?
[26:27] Só ia pedir apoio
[26:29] para o presidente Trump,
[26:30] como o senhor
[26:31] deu lá atrás
[26:31] para a Kamala Harris?
[26:33] Tem algum receio
[26:34] de pressão mesmo
[26:35] o apoio
[26:36] do presidente Trump
[26:37] para a oposição,
[26:38] para a Fala de Bolsonaro,
[26:39] por exemplo?
[26:40] Não existe nenhuma
[26:41] possibilidade
[26:42] de eu discutir
[26:44] esse assunto
[26:45] com qualquer presidente
[26:46] de qualquer país
[26:47] do mundo.
[26:48] Esse é um assunto
[26:48] brasileiro.
[26:50] Eles sabem disso.
[26:52] Eles também
[26:52] são presidentes.
[26:54] Eles também
[26:54] disputam eleições.
[26:57] Então,
[26:57] o meu respeito
[26:59] ao presidente Trump
[27:00] é porque
[27:00] ele foi eleito
[27:01] pelo povo americano.
[27:03] E só pelo fato
[27:04] de ele ter sido eleito
[27:05] pelo povo americano,
[27:06] não cabe a mim
[27:07] questionar.
[27:09] Cabe a mim
[27:09] levar muito a sério
[27:11] que ele tem mandato
[27:12] no povo americano
[27:13] para ser presidente
[27:14] desse país.
[27:16] E é assim
[27:17] que o Brasil trata ele,
[27:18] como tratamos
[27:19] qualquer outro presidente
[27:20] que foi eleito
[27:21] pelo povo.
[27:24] Vamos à próxima pergunta.
[27:25] Eduardo Ribas,
[27:26] da Agência F.
[27:32] Muito obrigado,
[27:32] Mr. President.
[27:39] Excuse me.
[27:40] Thank you very much,
[27:41] Mr. President.
[27:42] I just wanted
[27:43] to ask you
[27:43] if you...
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